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Não sei o que é certo. Mas sei o que não me faz bem. Sei o que eu não quero ser! Sei o que me faz pequena... Mesmo assim às vezes não consigo me livrar dos pensamento que fazem mal, das inteções que não me orgulham. Essa é a condição humana? Saber o que se deve fazer, o que é o bem, e mesmo assim não fazer? Feliz daquele que consegue! Eu continuo tentando!
Vejo minhas amigas e percebo que o sofrimento sem causa é algo constante nos relacinamentos, principalmente por parte das mulheres. Somos inseguras pela genética? O mesmo gene que nos possibilitou ser mãe não nos deu segurança suficiente? Por que somos tão fortes enquanto progenitoras e tão frágeis como amantes? Por que desde o primeiro beijo a gente já pensa que deve ser pra sempre, e nunca acredita que o outro sentiu o mesmo?
Por que ele tem que ser um bom pai? Um marido dedicado? Por que não pode ser só um amante sincero? Mesmo que a gente acredite e queira isso, sempre vai ter uma mulher que vai avaliar os dotes domésticos da nossa companhia... É, uma tia, uma prima, uma amiga, uma irmã, a mãe... Ou ele vai prestar ou não! Ele não pode ser só uma companhia pras noites frias? Pra conversar sem se preocupar com o assunto? Pra chamar de linda quando a gente tá triste?
As mulheres já tiveram outros papéis! Já foram deusas. Já foram as mais importantes da sociedade.
Não, definitivamente, não! Não é condição humana!
A caminha de Bidu ainda ocupa espaço. Suas fotos ainda estão nos arquivos do computador. Mas ele já se fora. Trocou a mamãe pela liberdade, ou por uma outra mãe. Simplesmente foi embora o Yorkshire. Triste, ainda, sua dona chora de saudade na varanda de sua casa. Vê então aquele Pintcher que sempre passa na sua rua. Será que não tem dono? Ele olha como se pedisse carinho! Mas é bem tratado. Seu pêlo é limpo e brilhante. Ele se aproxima. Pede colo. Chora. Não estou preparada ainda, Bidu tá em todo lugar. Mas seus olhinhos pedem atenção. Oferece o potinho de água que ainda tem a letra “B”. Hmm, sobrou ração, será que ele come? Ele tem cara de Todd. É, Todd. Ele sente o cheiro de Bidu em toda a casa, mas sabe que encontrou seu lugar. Não importa se a caminha já teve outro dono. Ela me faz feliz! Ainda não sabe que ela acorda de mau-humor e que chora de madrugada. Mas já a espera abanando o rabo todos os dias. Já descobriu que quando está triste só quer que fique do seu lado e que peça carinho. Já sabe fazê-la sorrir ao acordar. Pegar a bolinha e correr, só pra fazê-la esquecer que está triste. Bidu já é um amor que fica só nas lembranças. Todd já aprende os primeiros truques. Bidu quis ir embora, fugiu sem deixar rastros. Todd soube esperar o momento certo de se aproximar. E foi conquistando aos poucos o lugar do Bidu. Aprendeu a amá-la com seus defeitos. Conseguiu ser amado apesar dela achar que nunca mais amaria de novo. No Pet shop eles já nem se lembram de Bidu, o Yorkshire tão amado e singular! Todd, vamos tomar banho com a titia?
O velho encontra o novo a todo momento. É tão comum que nos passa desapercebido. Mas o que fazer quando alguém se encontra com uma nova e velha paixão?
É a minha dúvida do momento... Dentro de alguns dias encontrei a resposta. Ou não!
"Pode chegar/ que a casa é grande/ e é toda nossa/ vamos limpar o salão/ para um desfile melhor/ vamos cuidar da harmonia/ da nossa evolução/ da unidade vai nascer a nova idade..." O Homem falou - Gonzaguinha
Desabafar? Ter atenção de alguém? Reclamar?
Não sei, sempre me perguntei. Melhor maneira de saber? Escrevendo. Aqui estou. Se vou continuar, não sei. Sobre o que eu vou falar, muito menos. Talvez fique com vergonha do que escrevi e apague. Talvez me empolgue e escreva todo dia!
Dúvida é algo que me define! Quem acompanhar este blog verá!
O velho e a Flor - Vinicius de Moraes
"Por céus e mares eu andei/ vi um poeta e vi um rei/ na esperança de saber o que é o amor/ Ninguém sabia me dizer/ E eu já queria até morrer/ quando um velhinho com uma flor assim falou:/ O amor é um carinho/ É o espinho que não se vê em cada flor/ É a vida quando chega sangrando/ Aberta, em pétalas de amor"